01 junho 2017

Definifitivamente sofremos


Nossa dor não advém  das coisas que vivemos, mas das coisas que foram projetas e não foram realizadas.

Esquecemos  de  tudo que usufruirmos, e passamos a sofrer pelas nossas expectativas frustradas, sonhos que não se cumprirão,  por lugares que gostaríamos de ter conhecido e não conhecemos, por o pedido de perdão que deveríamos ter pedido e não pedimos, por todas aventuras e conversas que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos, por os beijos interrompidos.

Sofremos por se preocuparmos  demais com o que não muda nossa vida em nada, e sem perceber desprezamos o que realmente importa. Sofremos por tudo que poderíamos ter feito, e não fizemos, por não ter ido ao cinema, por não ter visitado o amigo, por ter furado naquele compromisso.

Sofremos pela euforia sufocada, pelas palavras engasgadas por os abraços evitados, pelas emoções afogadas.

Sofremos porque envelhecemos, e nosso futuro está sendo confiscado de nós, e pouco a pouco sentimos que ele está se perdendo, passando pelas pontas dos nossos dedos, levando consigo todas aquelas aventuras que mais jovens sonhamos e que nunca chegamos a experimentar.

Sofremos por amor e quem dera ninguém passasse por isso. O ideal seria não sofrer, apenas agradecer por ter conhecido alguém especial que, que gerou em nós um sentimento gostoso, que nos momentos ruins nos ensinou a crescer, pela companhia por um tempo razoável, pelo amor o beijo e o abraço, por o tempo feliz ao nosso lado.

Como nos livrar da culpa do passado? Deixando para trás o que já não pode ser modificado, se culpando menos e vivendo mais!

Por tudo que tenho vivido, estou convencida que o estrago da vida está no amor que não damos, na fé que não exercitamos, na covardia que não arrisca, na força que não usamos, e que ao tentar fugir do sofrimento,  perdemos também o crescimento.

A dor é inevitável. O sofrimento é transitório...

Imagem: Ariel Lustre

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